Fundação da

Congregação

Passionista

  

"São Paulo da Cruz” 

 

         Nasceu na cidade de Ovada na Alexandria, Itália em 03 de janeiro de 1694, foi batizado com o nome de Paulo Francisco Danei Massari, filho de família cristã de pequenos comerciantes e primogênito de 16 irmãos, onde apenas 6 chegaram a idade de adulta e foi educado segundo as tradições da época. Paulo, desde cedo, já era adepto de orações e penitências, sendo seu local predileto a igreja, para ajudar o sacerdote como acólito e rezar junto ao SS. Sacramento, tendo como irmão e companheiro João Batista.
         Com tanta sede de Cristo, Paulo um certo dia se deparou com uma aparição de Nossa Senhora com o menino Jesus onde permitiu-lhe conhecer o hábito, o emblema e o estilo de vida que teria como base Jesus Cristo Crucificado. Paulo, nas sextas-feiras, costumava fazer jejuns enquanto crescia em tamanho e espiritualidade.
         Muito estudioso destacava-se entre os amigos e companheiros fazendo uma aliança com o fim de solidificar o amor de Deus e se familiarizar com a meditação sobre a paixão e morte de Cristo na cruz. Paulo Francisco ainda entrou na irmandade de Santo Antônio, sendo nomeado chefe e fazendo grandes pregações, alistou-se também como soldado em Veneza para ir combater os turcos, mas Deus lhe revelou sua vontade, que ele fundasse uma congregação para homens, como missionários para trabalhar na salvação de almas.

         Paulo procurou o Bispo de Alexandria e o confidenciou esta revelação que ele tinha presenciado. Após profunda reflexão, o Bispo de Alexandria aprovou o seu plano e em 22 de novembro de 1720 concedendo-o o direito de colocar a sua revelação em prática, Paulo recebeu do Bispo um hábito preto com uma cruz branca sobre o peito, em cima desta o Santo nome de Jesus e impôs-lhe o nome de “ Paulo da Cruz”, nesta mesma ocasião, autorizou-o a ensinar a doutrina cristã ao povo de Castelazzo, saindo ele às ruas com o crucifixo em mãos, andava pregando as verdades divinas e as prédicas sobre a Paixão de Cristo.

         Paulo Francisco, agora Paulo da Cruz, causava uma profunda impressão nas pessoas que ouviam suas pregações e devido a sua grande espiritualidade as pessoas choravam, se convertiam, e, a partir daquele momento já sabiam que ele era mesmo um homem de Deus.
         Paulo fazia restrição de sua alimentação com pão e água e em seus momentos de reflexão escreveu as regras de sua futura ordem.
         Paulo, junto com seu irmão João resolveram fazer uma romaria até Roma onde se retiraram a um monte chamado monte Argentano perto de Orbiedo, a fama de Paulo da Cruz se espalhava pela sua vida regrada e seu zelo apostólico e chamou a atenção do Bispo de Toja que o convidou para fazer parte de sua Diocese e lhe conferiu a ordem sacerdotal junto com seu irmão e companheiro de caminhada. Pelas mãos do Papa Benedito XIII alcançou a licença para serem aceitos como candidatos em seu noviciado.     

         Paulo  e seu irmão trabalharam intensamente na conversão de pessoas de todos os tipos e crédulos, depois de alguns anos voltaram ao monte Argentano para fundar a ordem PASSIONISTA onde com pouco tempo já possuíam um grande número de seguidores, a finalidade da ordem era a pregação e missões para implantar e fixar nos corações o amor de Deus por meio da meditação da Paixão e morte de Cristo na Cruz, seus religiosos além de fazerem os três votos comuns, tinham que acrescentar um quarto voto ao qual se obrigam a trabalhar pela propagação entre os fiéis a devoção a Sagrada Paixão de Cristo.

         Diante de tantas graças a cidade de Orbitello se encarregou de os dotar (ceder) de um grande convento do qual tomaram posse em1737. A ordem de Paulo da Cruz teve sua aprovação pelo Papa Bento XIV em 1741, em seu comentário, o Papa Bento XIV disse: “"Esta ordem, que a nosso ver, devia antes de todas ser a primeira, acaba de ser aprovada por ultimo"” e, Paulo da Cruz, foi nomeado o seu primeiro superior geral.

         A partir desta data suas obrigações começaram a valer plenamente e não foram possíveis enumerar as missões que foram pregadas nas cidades e aldeias e muito menos as conversões efetuadas por Paulo da Cruz.

         Paulo governou por seis papados e os Santos Padres lhe tinham alta consideração, quando muito doente e desenganado pelos médicos da época, mandou pedir ao Papa Pio VI que lhe desse a benção para morrer em paz, o Papa mandou a seguinte resposta pelo mensageiro “não queremos que o vosso superior morra e agora dizei-lhe que esperamos a sua visita aqui, depois de três dias”.

         Ao receber a notícia, Paulo da Cruz, bastante enfermo, apertou o crucifixo junto ao seu peito e pediu: "oh Senhor crucificado, quero obedecer ao vosso representante". Paulo da Cruz foi curado imediatamente e, depois de três dias esteve no Vaticano para ser recebido pelo Santo Padre o Papa Pio VI. Paulo da Cruz viveu mais 3 anos e, no dia 18 de Outubro de 1775, Paulo da Cruz despediu-se do mundo com 81 anos de idade e a sua ordem chamada PASSIONISTAS continua no vigor e no espírito do seu fundador em diversas partes do mundo.

 

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