História da Paróquia Imaculado Coração de Maria

(extraído de escritos históricos da Congregação Passionista)

 

         São Silvano foi a primeira Paróquia confiada à nossa Província Religiosa.  Suas atividades pastorais são múltiplas e surpreendentes.

         A data de 24 de dezembro de 1952, figura, de certa maneira, como sendo o natal do Vicariato, pois, foi quando D. Joaquim Gonçalves, bispo de Vitória, realizou nosso desmembramento da Paróquia de Colatina, Sagrado Coração de Jesus, erigindo e constituindo a nova Paróquia de Francilvânia,  vulgarmente chamada São Silvano, sob a invocação do Imaculado Coração de Maria.  

         Como desejava confiá-la aos cuidados da nossa Congregação, nomeou Vivae Vocis Oráculo, o Pe. Fulgêncio do Menino Jesus, Passionista, da Província Religiosa de Nossa Senhora das Dores, com sede em Nápoles, Itália, como Vigário Ecônomo, enquanto esperava-se a chegada da primeira turma de padres da mesma Província, sob a chefia do Revmº Pe. José de Jesus e Maria, primeiro Consultor, incumbido das novas fundações neste Estado.

         Estes eram os limites da paróquia: o Rio Doce, o Município de Linhares, o Município de Pancas e o Distrito de Itapina.  Pertenciam então à nova Paróquia, 14 capelas  com cerca de 25.000 habitantes.

         Ainda não existia a Matriz!  No armazém que Marcelino Martins Filho, gentilmente, cedeu para as celebrações duma numerosa paróquia, na mesma noite foi celebrada  a Missa do Galo.   As Missas do Natal foram muito concorridas, não faltou um presepiozinho com grande concorrência da criançada para apreciá-lo e, já no mesmo dia de Natal, foram administrados 07 batismos, entre os quais, o da mocinha Dulcinea, filha de pai evangélico.

         O Vigário teve como preocupação primeira, organizar e inaugurar oficialmente o Apostolado da Oração,  visto então como “o eixo espiritual da paróquia, que foi inaugurada no dia 06 de fevereiro, com hora de adoração pregada pelo Vigário e que certamente foi a primeira nestes lugares”.  Foi organizado o catecismo, que começou a funcionar depois da festa da criançada, marcada para o dia 06 de janeiro.

         Para comprar a madeira para os bancos da Igreja, foi organizado um leilão a correr nos dias 1º e 06 de janeiro de 1953. 

         Numa primeira ‘circular’ do Vigário,  são convidados todos os Presidentes e Comissões das capelas para uma reunião geral no dia 04 de janeiro, dedicada a travar conhecimento e discutir vários assuntos de interesse comum.   Encontramos logo o apelo feito aos maiorais de S. Silvano para as obras da Igreja e pagar o terreno escolhido para a construção da Matriz e casa Paroquial.  Foram distribuídas listas para a aquisição da Imagem da Padroeira.

         O coração da recém nascida pulsava fortemente e, a pouco mais de um ano, já uma nova capela vinha juntar-se às outras existentes, a de S. Rita de Cássia, no C. Timbuizinho. Sentimos a força de sua pulsação nos itens do movimento paroquial expostos pelo vigário na reunião das diretorias das Capelas ao 1º de janeiro de 1953 com os seguintes temas:

1 - Estatísticas das capelas;

2 - Organização do movimentos de devoção e cultura popular (Liga Católica, Apostolado da Oração, Cruzada em todas as capelas);

3 - Congressos anuais de Lingüistas, do Apostolado da Oração e dos Cruzados na sede da Paróquia;

4 - Propaganda do jornalzinho católico de Colatina, “Forças Novas”. Como forma de incentivar a participação do povo não só nas questões religiosas, mas também na formação social;

5 - Visitas às capelas da cidade e do interior, que, com a chegada do Coadjutor, poderiam tornar-se mensais;

6 - Listas para todas as capelas ajudarem na aquisição da Imagem da Padroeira.

 

Sentia-se ainda tal pulsação nas primeiras preocupações pastorais e sociais do Vigário e nas primeiras visitas ao povo localizado tanto na cidade quanto nas regiões rurais do município. Na Capelas de Taquaraçu, Patrão Mor, de Baixo, São Sebastião à beira do Rio Doce, ali, podia-se encontrar o vigário dando catecismo às crianças, pregando até uma "missãozinha“, atendendo às confissões, reunindo-se com as Diretorias das Capelas  para dizer que o programa da  assembléia geral urgia. Ele ficava no lugar vários dias para entrar em contato com os paroquianos, visitando famílias, arrumando casamentos feitos só no civil,  casando amasiados, zelando para que membros da Diretoria da Capela tivessem vivência cristã exemplar e integral e reunindo a Diretoria de cada Capela para dizer que o programa da assembleia geral urgia.

Sim, o coração paroquial pulsava mesmo!

 

 

EVOLUÇÃO DA ATIVIDADE PASTORAL

SÃO SILVANO - COLATINA (ES)

 

O período de existência da Paróquia do Imaculado Coração de Maria, em São Silvano, apresenta-se dividido pastoralmente em três etapas:

 

                   1 - Da fundação ao Vaticano  II;

                   2 - Do Vaticano  II ao ano de 1969;

                   3 - De 1970 até hoje;

 

 

1° ETAPA:  DA FUNDAÇÃO AO VATICANO  II.

 

A Paróquia recém-criada, depara-se com as dificuldades iniciais, como sequencia de uma região que nascia. Haviam muitas Comunidades espalhadas.  Esforço heróico e desbravador dos primeiros padres que ali trabalharam.  Festas, missas, batizados, celebrações de casamentos, etc.  Na sede, sem  matriz, primeiras atividades visando a estruturar  materialmente a primeira matriz e residência dos padres. Planos mil, em vista do futuro são discutidos.

 

 

2°  ETAPA:  DO VATICANO  II  AO ANO DE 1969.

 

A extensão territorial recebe cortes pelo aparecimento de novas Paróquias e pela presença de padres diocesanos mais numerosos.  Sob a estrutura da nova matriz, em linhas arquitetônicas arrojadas haviam espaços destinados à atividades sócio-culturais.  Clima de Concílio, clima de renovação, bafo de primavera na Igreja de Deus e também em São Silvano.  A época histórica é de tensões sociais e os padres querem estar presentes  nas atividades em favor dos pobres, visando o campo promocional, educacional e da saúde.  A pastoral surge a mesma linha anterior, abrindo-se sabiamente à renovação. 

 

          

3° ETAPA:  DE 1970 ATÉ HOJE.

 

Com a presença de D. Luiz Fernandes Gonzaga, como Bispo auxiliar desde 1966, foi promovida e privilegiada a nova pastoral participativa do Vaticano II. A presença do “leigo” revendo e assumindo sua dignidade e  responsabilidade como membro do “Povo de Deus”, transforma as velhas estruturas e questiona toda vivência de fé do povo.  Os morros da sede de S. Silvano, devido ao  fenômeno da urbanização, são invadidos por casas e barracos;  as necessidades básicas de água, esgoto, energia elétrica, escolas, lazer, etc.   Fazem-se urgentes.  É hora de sair para a ação conscientizadora.  A parte antes ilustrada pela assistência paternalística de distribuição de remédios, roupas, alimentos, etc., deixa o lugar ao “Movimento Comunitário”, que podemos definir como tomada de consciência da comunidade com um todo e ação coordenada em vista do crescimento integral das pessoas na comunidade.  Em outras palavras: “promoção do homem integral”.

 

Por isso, a preocupação com as questões sociais era muito bem trabalhada, a partir de uma mística que alimentava a ação. Dessas iniciativas, vários frutos nasceram, como o então Colégio São Paulo da Cruz, O Colégio Honório Fraga, entre outros colégios, atendimentos à saúde e a melhoria nos bairros que foram nascendo, bem como a presença nas comunidades rurais. 

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