Ofertas

Algumas Questões sobre oferta (coleta):

01. O que entendemos por oferta?

Entendemos por oferta os dons oferecidos durante a missa ou celebração da palavra, no momento da apresentação das oferendas ou dos dons. O recolhimento das ofertas é popularmente chamado de coleta.

 

02. Qual o significado espiritual da oferta?

O significado espiritual da oferta vem do próprio Deus. Deus é generoso: o Pai dá origem e sustenta o mundo; o Filho salva e liberta o mundo; o Espírito Santo ilumina o mundo com as suas luzes. O Deus uno e trino é amor que transborda e se faz doação.

 

03. De que maneira o povo hebreu manifestava o seu reconhecimento para com Deus?

O povo hebreu manifestava o seu reconhecimento para com Deus de diversas formas. Entre elas estavam o Dízimo, o sacrifício e a oferta.

 

04. Como o povo hebreu entendia o sacrifício da oferta?

Os sacrifícios eram ritos através dos quais os hebreus ofereciam a Deus bens terrenos com o objetivo de pedir perdão, agradecer ou implorar benção (cf. Lv 1,1-7,38). O povo acreditava que, oferecendo os primeiros produtos da terra, considerados os melhores da colheita, toda a colheita era abençoada e santificada.

 

05. As ofertas tinham, para o povo, alguma ligação com libertação da escravidão?

Sim. O povo hebreu sempre foi convicto de que assim como Deus o tirou da escravidão do Egito por amor, também por amor devia entregar a ele o Dízimo e fazer ofertas e sacrifícios.

 

06. Que posição Jesus tomou diante das ofertas?

Jesus - que assumiu e aperfeiçoou a lei do povo hebreu - condenou oferta apenas externa, dada para a própria promoção e não como doação e ato de amor (cf. Lc 21,1-4).

 

07. Que outra condição Jesus colocou para que as ofertas sejam aceitas por Deus?

Jesus deixou bem claro que as ofertas só tem sentido quando, oferecendo-as a Deus, está-se em paz com todas as pessoas (cf. Mt 5,23-24). Quem não está em paz com as pessoas não pode agradar a Deus, nem mesmo que faça grandes ofertas.

 

08. O que os cristãos levavam como oferta para celebração da Eucaristia?

Os primeiros cristãos levavam para a Eucaristia o pão e o vinho para celebração e outras oferendas, colhidas da terra ou retiradas dos rebanhos.

 

09. Com que objetivos os primeiros cristãos levavam para a celebração da Eucaristia as ofertas da colheita e do rebanho?

Os primeiros cristãos - tal como os hebreus do Antigo Testamento - faziam ofertas como reconhecimento pela bondade de Deus e como forma de partilha para com os mais pobres. Dizia São Justino, no século II: ‘‘Os que possuem em abundância, se desejarem fazê-lo, dão o quanto querem, e o que foi depositado é levado àquele que preside, o qual assim socorre os órfãos e as viúvas, os enfermos pobres, os encarcerados, etc, em suma, todos os necessitados’’.

 

10. Quando se deixou de fazer ofertas em espécies para se oferecer dinheiro?

Deixou-se de fazer ofertas em espécies para se oferecer dinheiro a partir do século oitavo de nossa era. Essa mudança ocorreu porque se diversificaram as necessidades das comunidades. O dinheiro, por ser facilmente aplicado a esta ou aquela necessidade, mostrou-se mais prático e assim substituiu as ofertas em espécies.

 

11. A oferta em dinheiro tem hoje o mesmo sentido da oferta em espécie?

Sim. O sentido é o mesmo, ou seja, é um gesto de gratidão para com Deus e de partilha para com os irmãos e irmãs, especialmente os pobres.

 

12. Que outros sentidos tem a oferta para nós hoje?

A oferta para nós, hoje, além de ser um gesto de gratidão e de partilha, é também um gesto de solidariedade e de compromisso com a comunidade, tanto no que diz respeito à sua subsistência, como no que diz respeito ao atendimento aos mais pobres.

 

13. A oferta é também um gesto de desapego?

Sem dúvida! Quem faz a oferta, mexe no coração mais do que na carteira ou no bolso. O egoísta não faz ofertas porque não conhece o prazer e a alegria de partilhar.

 

14. Podemos oferecer a Deus apenas o que sobra?

Podemos oferecer a Deus também o que sobra, mas não só. O ideal é ofereçamos algo de nosso, fruto do nosso trabalho e de nosso cotidiano (cf. Mt 1,7-9; Lc 21,1-4).

 

15. Quando e como são feitas as ofertas?

As ofertas são feitas durante a apresentação da oferendas ou dos dons na missa ou celebração da palavra. As pessoas vão até o altar para depositarem a sua oferta (Mt 5,23).

 

16. Pode-se afirmar que o ofertante faz-se ‘‘bênção’’ para a comunidade ao fazer a sua oferta?

Sim! O ofertante, ao partilhar o que tem - mesmo quando partilha de sua pobreza - faz-se bênção para a comunidade, ou seja, faz-se presença de Deus na vida da comunidade.

 

17. O sacerdote, quando faz a oração sobre as oferendas, inclui as ofertas dadas pelos fiéis?

Sim! A ‘‘oração sobre as oferendas’’, proferida pelo presidente da celebração, inclui o pão, o vinho, a água e todas as oferendas feitas pela comunidade.

 

18. Não é um desrespeito a Deus e à comunidade oferecer bens apenas para aliviar a consciência ou para mostrar aos outros que se é um ofertante?

Sim, é desrespeito a Deus e à comunidade fazer ofertas apenas para aparecer ou para aliviar a consciência. Quem oferece, deve oferecer quantidade e qualidade, ou seja, deve oferecer o valor que considera possível e justo e fazer por convicção, como sinal de gratidão e fraternidade. A oferta apenas externa não tem sentido nem razão de ser. (cf. Lc 21,1-4).

 

19. A oferta é uma forma de oração?

Sim! A oferta é uma forma de oração porque toda doação- gesto de amor- entregue é sinal de gratidão para com Deus.

 

20. As ofertas devem ser feitas também no culto dominical?

Sim. As ofertas devem ser feitas também nos cultos dominicais (sem presença do presbítero). Nesse caso, elas mantém a sua finalidade, ou seja, servem para manutenção da comunidade e o auxílio aos mais pobres.

 

21. O que são as ‘‘coletas prescritas’’?

As ‘‘coletas prescritas’’ são aquelas coletas realizadas com um fim pré-determinado, com o objetivo de manter um serviço diocesano, ou a nível de Igreja nacional universal. São coletas prescritas: 1ª - Sexta-feira santa (para os lugares santos); 2ª - Encerramento da Quaresma (Campanha da Fraternidade); 3ª - Domingo entre 28 de junho e 4 de julho (óbolo de São Pedro), 4ª - Penúltimo Domingo de outubro (missões); 5ª - 3º Domingo do Advento (evangelização). Os montantes dessas coletas devem ser repassados integralmente à finalidade a que se destinam.

 

22. Oferta e Dízimo são a mesma coisa?

Não! O Dízimo é um compromisso assumido com a comunidade; é um direito e um dever que leva a uma contribuição regular e estável através da qual a comunidade se mantém. A oferta, por sua vez, é um gesto espontâneo, não obrigatório, dado quando possível e sem a necessidade de uma quantia estável. Ambos - Dízimo e oferta - se complementam e são a base de sustentação de uma comunidade organizada e evangelizadora.

 

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